Centro Pai João de Angola

ORAÇÃO À POMBA-GIRA

Senhora Pomba-gira, que atua na luz e na lei do nosso Divino Criador;

Nós te pedimos para que com vossas forças e irradiações divinas a Senhora nos ajude, esgotando em nós todos os vícios que fazem mal à nossa alma, nosso espírito e nosso corpo.

Que não sejamos atormentados e vampirizados por nenhum desejo desvirtuado. Que a Senhora equilibre nosso emocional, despertando em nós as vontades do nosso Divino Criador. Pedimos também, Senhora Pombagira, que nas irradiações da nossa Mãe Oxum, nos mostre o melhor meio de amar, respeitar e ajudar a nós mesmos e aos nossos semelhantes

, para que assim nosso íntimo seja reformado. E que, nas irradiações de nossa Mãe Iemanjá a Senhora leve para as profundezas do mar sagrado, todas as nossas dores, aflições e tormentos, fortalecendo o nosso desejo pela vida. E que, junto com a Mãe Nanã, a Senhora cure todos os males do nosso espírito, da nossa matéria, e com nossa Divina Santa Sara e o povo cigano a Senhora corte, desmanche e quebre todas as ações negativas enviadas a nós para que, livres e felizes, possamos seguir nosso caminho e cumprir nossa missão com vosso amparo divino.

Salve todas as Pombagiras!

Pomba-Gira Sandália de Prata

A Pomba Gira Sandália de Prata, não é muito conhecida, e baixa em poucos terreiros.
Nos meus estudos sobre ela, descobri que é uma entidade de uma linha muito antiga. E médiuns mais antigos de umbanda e candomblé a conhecem.
A Sandália de Prata, que eu incorporo, trabalha na linha de Iemanjá. Atua em casos de amor, família e sexualidade. Protetora de todas as mulheres que são maltratadas por seus companheiros. É uma bela mulher, com seus cabelos cor de mel e olhos claros. Muito alegre e age de acordo com o merecimento de cada um.
Procurando pela internet, não achei nada sobre ela. Pois fui direto a fonte, e ela mesma me contou sua história e permitiu que eu a publicasse. Então vamos lá, uma bela história dessa mulher maravilhosa.

Maria Rosa nasceu num vilarejo próximo a Olivença, entre Portugal e Espanha, no final do Séc XVII. Nessa época a região pertencia a Portugal, hoje pertence à Espanha.
De família abastada, seu pai, um grande negociante da região possuía influências na corte portuguesa.
Era uma moça de seus catorze anos muito bonita e alegre. Vaidosa, chamava a atenção por onde passava, com seus cabelos cor de mel e seus belos olhos verdes.
Seu pai sempre ávido pelos negócios tratou logo de casá-la com um homem, dono de grandes propriedades na região e também muito influente na corte portuguesa: um Barão.
A contra gosto e apoiada pela mãe Maria Rosa se casou, obrigada pelo pai.
Foi morar numa bela propriedade em Olivença com seu marido, aparentemente não lhe faltava nada, criados, belas roupas, joias, os mais fartos banquetes. Porém não passou muito tempo, o marido se revelou um homem ciumento e violento. E Maria Rosa, sofria com agressões físicas. O marido mandava segui-la, desconfiava que tivesse amantes, chegou a trancá-la em casa por quase um mês, depois de tê-la agredido e violentado. Porém, ela não possuía amante, era católica fervorosa e seguia todos os preceitos de uma boa esposa.
Passou-se quatro anos e meio, seu pai havia falecido. Sua mãe adoeceu e Maria não tinha pra onde fugir. Dentro dela cresceu uma revolta imensa, um ódio impensado do pai por tê-la forçado a casar-se tão nova e com um homem que não amava. E pelo marido ainda maior ódio tinha.
Resolveu então fugir, após descobrir que o marido mantinha outra casa, com mulher e filhos. Levou consigo uma grande quantia de dinheiro, joias e duas mudas de roupa. Foi para Lisboa.
Lá gozou da grande influência do nome da família, e logo se tornou notável, por sua beleza e inteligência.
Seu esposo não se sabe por que não mais a procurou. Mais tarde ela ficou sabendo que ele havia falecido. Como não tinham filhos, ela deixou parte da herança do marido, para a outra mulher.
Logo, Maria estava nas altas rodas da sociedade, da coroa portuguesa.
Comprou para si um belo palacete, com sua fortuna deixada por seus pais e marido.
Deixou de ser a carola de igreja que sempre fora e tornou-se uma mulher ousada para sua época.
Recebia vários convites de casamento, mas recusava todos. Dizia que jamais se casaria de novo, que não era égua para homem colocar-lhe arreios.
Possuía amantes, mas só quem ela queria, ela escolhia e nunca era escolhida. Recebia muitos presentes caros e joias.
Um dia conheceu um homem muito rico, que por ela se apaixonou. Tiveram um relacionamento rápido, porém, ele insistia em casar-se com Maria Rosa, que sempre recusava.
Certo dia ele lhe deu uma sandália toda de prata e pedrarias. Que mandou fazer na Grécia especialmente para ela. Era linda. Presente digno de uma rainha.
Ela aceitou de bom grado. Tiveram mais uma bela noite de amor. Pois ela se sentia atraída por ele, e sempre se entregava ao desejo, sem pudores. No dia seguinte ela o dispensou. O homem foi embora contrariado, e disse que voltaria e ela seria dele e de mais ninguém.
Porém Maria Rosa tinha um amor, um homem que conquistou seu coração, mesmo assim ela não cedia, e por mais que amasse esse homem, não abriria mão de sua liberdade, não confiaria.
Um dia, Maria Rosa estava nos braços de seu amor, na cama e o outro homem, o que lhe deu a sandália de prata, entrou em seu quarto. Foi com violência pra cima de seu amor. Maria Rosa entrou na frente e tomou uma bofetada. O homem que lhe deu a sandália estava com uma espada e ameaçava a vida de seu amor. Ela não sabe dizer se foi a irá que sentiu pela bofetada, ou se foi pra defender o seu amor. Maria Rosa pegou sua adaga na gaveta do criado mudo, e deu várias estocadas no homem. Que morreu em seus braços.
O seu grande amor, na mesma hora se vestiu e fugiu, pois sabia da importância do outro homem, e o que a morte dele poderia acarretar. Maria Rosa apavorada lavou-se, vestiu-se e fugiu, somente com sua sandália de prata, e arrependida do que fez. De Lisboa, tomou um navio, clandestinamente, para o Brasil.
Dentro do navio, foi descoberta por um marujo, que a ajudou, lhe deu comida, água. E a ele, ela contou sua história. Quando ele perguntou por que ela levava somente aquela sandália de prata. Ela respondeu que era para lembrá-la da culpa por ter matado um homem, que a amou e pra lembrá-la que quem ela amou, nunca a amou e a abandonou no momento em que mais precisava.
Aportando no Brasil, o Marujo, a acomodou como pôde e lhe deu alguns trocados. Falou que se vendesse aquela sandália, teria muito dinheiro. Ela disse que jamais faria uma coisa dessas, com sua herança e desgraça.
Muitos tentaram roubar-lhe a Sandália. Mas ela a defendia feria aqueles que tentavam e até matou alguns.
E nas suas andanças, pela então colônia de Portugal, deparou-se com um acampamento cigano. Onde foi acolhida e ali ficou algum tempo. Aprendeu algumas artes ciganas, alguns costumes e ficou conhecida como Sandália de Prata.
Porém foi num quilombo entre os negros, que Maria Rosa da Sandália de Prata se encontrou. No meio daquela gente, tão sofrida, mas alegre, tão guerreira. Gente de sabedoria e fé tão peculiares. Lá ela aprendeu os costumes, a fé, dos negros. Era a única branca, no meio daquele povo. E ela brigou por esse povo, como se fossem do seu próprio sangue e os defendeu. Mas no seu coração a mágoa, a culpa, e o ódio lhe faziam cativa. E assim, um dia depois de uma guerra entre quilombolas e senhores de engenho. Onde boa parte do povo teve que fugir para o mato e se esconder, dias e dias. Maria Rosa ficou tuberculosa, e a doença atacou tão rápido seus pulmões, que em dez dias ela veio a falecer, aos 30 anos de idade. E sua sandália e prata com ela foi enterrada, no meio da mata atlântica, na Serra do Mar.

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