Centro Pai João de Angola

Mensagem do Caboclo Sete Flechas

Graças a Deus, que a paz de Nosso Senhor Jesus Cristo esteja com todos na tarde de hoje. Disse Jesus que quando dois ou mais se reunissem em seu nome, ele estaria presente. Tenham então a certeza, a confiança de que sempre que Jesus está presente é porque os filhos estão reunidos em seu nome, é porque estão com boa vontade, é porque estão com o coração realmente aberto.

Nos ensinamentos do profeta da Galileia é que a Umbanda procura pautar seus ensinamentos de amor, de caridade, de compreensão. Disse Jesus que não veio trazer a paz mas sim a espada e que em seu nome, o filho lutaria com o pai, o genro com a sogra. E em nome de Jesus, em nome de sua mensagem de paz e caridade, ainda há no mundo muita desavença. Ainda há briga de nações, ainda há briga dentro da família, ainda há luta dentro dos templos cristãos. Isto é porque cada um vê simplesmente a estreita face daquilo que pensa ser a verdade, quando a verdade é uma senhora de muitas faces. Quando para muitos, a verdade é uma senhora indelicada que provoca mal estar onde quer que chegue, porque cada um só quer ter a visão que tem do seu estreito e pequenino limiar da consciência.
Quando os filhos perceberem as dimensões grandes e inúmeras de tudo que vos rodeia, os filhos conseguirão entender como é simples, como é complexa a vivência de vocês. O início de tudo é sempre “colocarem-se nos sapatos do outro”, no local do outro para que possam entender que só quem sente a dor é que a tem, só quem sente a alegria é que a tem. Então que cada vez mais os filhos possam sair um pouco de si. Procurarem esquecer um pouco de si para que possam realmente aproximarem-se da vivência do outro, entendendo que cada um faz aquilo que lhe compete, aquilo que está dentro do seu entendimento e aí os filhos passarão a só exigir do outro aquilo que o outro pode dar. E aí, em nome de Jesus, haverá a paz.
Enquanto cada um pensar que só cada um carrega Jesus, muita luta haverá. Quando os filhos entenderem que Jesus, assim como o sol, nasceu para todos e a todos abençoa, conseguirão compreender a missão do profeta que não quer a morte do pecador mas que ele viva e se arrependa.
Então que cada vez mais a convivência dos filhos seja pacífica. Não a pacífica que olha o erro e o deixa prosseguir, mas aquela que compreende e procura acertar, aquela que orienta seu companheiro de jornada com humildade, com a sabedoria daquele que sabe aguardar o amadurecimento de cada um. Assim é a espiritualidade. A espiritualidade não exige de vocês aquilo que ainda não estão prontos para dar.
Então que possam se espelhar sempre no bom exemplo dos guias companheiros de vocês, sabendo aguardar o amadurecimento dos frutos para que possam no dia do Senhor, realmente sentarem-se à sua mesa e partilharem do seu festim.
Graças a Deus, quem tem ouvidos de ouvir que ouça.

 

‘Salve Deus Pai, criador de todo o Universo! Salve São Sebastião, rei da mata e chefe de todos os Caboclos!

Salve Pai Sete Flechas e sua falange guerreira! Pai Sete Flechas baixai sobre nós um jato de vossa divina luz, iluminando os nossos espíritos, para que possamos entrar em comunhão com esta centelha de luz divina que emana de vossas sagradas flechas, nos defendendo e amparando neste mundo terreno.

Salve as sete flechas que vos foram dadas, espiritualmente, para nos defender de todas as provas que não nos vem de Deus.

Bendito seja São Sebastião que vos botou sobre o vosso braço direito a flecha da saúde para que derrame sobre nós os bálsamos curadores; bendito seja São Jorge, que botou sobre vosso braço esquerdo a flecha da defesa, para que sejamos defendidos de todas as maldades materiais; bendito seja São Jerônimo, que vos cruzou uma flecha em vosso peito para defender-nos das injustiças da humanidade;

bendita seja a grande mãe, Senhora da Conceição, que botou uma flecha em vossas costas, para defender de todas as traições de nossos inimigos; bendito seja o Senhor do Bonfim, que vos botou uma flecha sobre a perna direita para abrir os nossos caminhos materiais e na senda da Espiritualidade;

bendita seja Nossa Senhora dos Navegantes, que botou uma flecha sobre vossa perna esquerda, para lavar os nossos caminhos, iluminando os nossos espíritos e defendendo-nos de todas as forças contrárias à vontade de Deus;

bendito seja São João Batista, que entregou em vossas sagradas mãos a flecha da força astral superior, para a humanidade, a divina força da fé e da verdade. Deus Pai foi quem ordenou, os santos as flechas lhe entregou; com as forças das sete flechas,

Pai Sete Flechas me abençoou ... Amém!’

 

Os caboclos, na umbanda, são entidades que se apresentam como indígenas e incorporam também no candomblé de caboclo. As entidades assim denominadas que se apresentam nos terreiros de umbanda são espíritos com um certo grau espiritual de evolução.

Geralmente se utilizam de charutos para provocar a descarga espiritual de seu médium e também do seu consulente.

Alguns assoviam, outros bradam no ato da incorporação. Costumam ser bastante sérios nos seus conselhos. São considerados, portanto, grandes trabalhadores dos terreiros.

Para quem vivência o terreiro, que há anos luta as batalhas espirituais e já viu os caboclos vencendo as demandas dos filhos-de-fé, afastando entidades negativas, tratando doenças que a medicina muitas vezes não resolve e dando lições de simplicidade, humildade, coragem e persistência, ouvir ou mesmo lembrar esses pontos cantados, traz uma sensação de alegria que enche o coração, renova o ânimo e nos dá a certeza de que estamos no caminho certo. Melhor do que qualquer leitura sobre caboclo é vê-lo incorporado atendendo quem precisa.

Originalmente, a palavra Caboclo significa mestiço de Branco com Índio mas, na percepção umbandista, refere-se aos indígenas que em épocas remotas habitaram diversas partes do planeta, como civilizações aparentemente primitivas, mas na realidade de grande sabedoria.

Espíritos que, embora em sua encarnações tenham vivido em outros países, identificam-se espiritualmente na vibração dos Caboclos, como por exemplo, os índios Americanos, os Astecas, os Maias, os Incas e demais indígenas que povoaram a América do Sul.

Falar em Caboclos na Umbanda, é fazer menção a todos eles que, com denominações diversas, atuam em nossos terreiros e que, com humildade, como muito bem recomenda a espiritualidade, omitem detalhes referentes às suas vidas quando encarnados.

Na Umbanda, os Caboclos constituem uma falange e, como tal, penetram em todas as linhas, atuando em diversas virações.

Entretanto, cada um deles tem uma vibração originária, que pode ser ou não aquela em que ele atua. Antigamente existia a concepção de que todo Caboclo seria um Oxóssi, ou seja, viria sob a vibração deste Orixá.

Porêm em nossa percepção, compreendemos que Caboclos diferentes, possuem Vibrações Originais Diferentes, podendo se apresentar sob a Vibração de Ogum, de Xangô, de Oxóssi ou Omulu.

Já as Caboclas, podem se apresentar sob as Vibrações de Iemanjá, de Oxum, de Iansã ou de Nanã.

Não há necessidade da Vibração do Caboclo-guia, coincidir com a do Orixá dono da coroa do médium: o guia pode ser, por exemplo, de Ogum, e atuar em um sensitivo que é filho de Oxóssi; apenas neste caso, a entidade, embora sendo de Ogum, assimilará a vibração de Oxóssi.

Embora existam diferenças entre os nomes encontrados por diferentes pesquisadores para as entidades, em relação as suas Vibrações Originais, apresentamos a seguir uma relação que nos parece a mais próxima de uma realidade: Caboclos de Ogum: Águia Branca, Águia Dourada, Águia Solitária, Araribóia, Beira-Mar, Caboclo da Mata, Icaraí, Caiçaras Guaraci, Ipojucan, Itapoã, Jaguaré, Rompe-mato, Rompe-nuvem, Sete Matas, Sete Ondas, Tamoio, Tabajara, Tupuruplata, Ubirajara, Rompe-Ferro, Rompe-Aço Caboclos de Xangô: Araúna, Cajá, Caramuru, Cobra Coral, Caboclo do Sol, Girassol, Guaraná, Guará, Goitacaz, Jupará, Janguar, Rompe-Serra, Sete Caminhos, Sete Cachoeiras, Sete Montanhas, Sete Estrelas, Sete Luas, Tupi, Treme-Terra, Sultão das Matas, Cachoeirinha, Mirim, Urubatão da Guia, Urubatão, Ubiratan, Cholapur. Caboclos de Oxóssi: Caboclo da Lua, Arruda, Aimoré, Boiadeiro, Ubá, Caçador, Arapuí, Japiassu, Junco Verde, Javari, Mata Virgem, Pena Branca, Pena Dourada, Pena Verde, Pena Azul, Rompe-folha, Rei da Mata, Guarani, Sete Flechas, Flecheiro, Folha Verde,, Tupinambá, Tupaíba, Tupiara, Tapuia, Serra Azul, Paraguassu, Sete Encruzilhadas. Caboclos de Omulu: Arranca-Toco, Acuré, Aimbiré, Bugre, Guiné, Gira-Mundo, Iucatan, Jupuri, Uiratan, Alho-d'água, Pedra Branca, Pedra Preta, Laçador, Roxo, Grajaúna, Bacuí, Piraí, Suri, Serra Verde, Serra Negra, Tira-teima, Seta-Águias, Tibiriçá, Vira-Mundo, Ventania. Caboclas de Iansã: Bartira, Jussara, Jurema, Japotira, Maíra, Ivotice, Valquíria, Raio de Luz, Palina, Poti, Talina, Potira Caboclas de Iemanjá: Diloé, Cabocla da Praia, Estrela d'Alva, Guaraciaba, Janaína, Jandira, Jacira, Jaci, Sete Ondas, Sol Nascente Caboclas de Oxum: Iracema, Imaiá Jaceguaia, Juruema, Juruena, Jupira, Jandaia, Araguaia, Estrela da Manhã, Tunué, Mirini, Suê Caboclas de Nanã: Assucena, Inaíra, Juçanã, Janira, Juraci, Jutira, Luana, Muraquitan, Sumarajé, Xista, Paraquassu Caboclinhos da Ibeijada:

Nesta querida falange, encontramos os Caboclinhos e Caboclinhas do Mato que se manifestam em sua forma indígena.

Algumas caracteristicas da Vibração dos Caboclos e Caboclas Hábitat Normalmente Matas Altas, Coqueiros, Eucaliptos, etc..

Vibração Ajuda espiritual e material Assuntos Relacionados Todos Atuação Ajuda em todos os campos Parte do Corpo Todo o corpo Essências Eucalipto, Girassol ( P/ Caboclos) Pinho, Bálsamo-de-tolu ( P/ Caboclas) Cores Vermelho, Verde e Branco Pedras Quartzo Verde-escuro. Metal Ferro, Aço, Manganês, Zinco Flores Girasol, Flor de Ipê, etc.. Banhos de descarrego Essência de Eucalipto Libação Água com Mel Imantação Predomina a espiga de Milho Guias Para médiuns que tem um Caboclo como Guia: 117 contas ( alternando 3 vermelhas, 3 Verdes e 3 Brancas) Para médiuns que tem uma Caboclo como Guia: 126 contas ( alternando 7 Brancas, 7 Vermelhas e 7 Verdes)

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