Centro Pai João de Angola

Fundamentação Doutrinária:

Conceitos de Umbanda

A Umbanda é uma religião natural que segue minuciosos ensinamentos de várias vertentes da humanidade. Ela traz lições de amor e fraternidade sendo cósmica em seus conceitos e transcendental em seus fundamentos.

A essência, os conceitos básicos da Lei de Umbanda fundamentam-se no seguinte:

Existência de um Deus único.
Crença de entidades espirituais em evolução.
Crença em orixás e santos chefiando falanges que formam a hierarquia espiritual.
Crença em guias mensageiros.
Na existência da alma.
Na prática da mediunidade sob forma de desenvolvimento espiritual do médium

Essas são as principais características fundamentais das Leis de Umbanda, uma religião que prega a Paz, a União e a Caridade.

A Umbanda é uma religião, ou seja, é composta de elementos Divinos (Orixás e Guias); Doutrinários (linhas de atuação, reencarnação, lei do karma, atuação e direcionamento dos médiuns, assistenciados e guias, ...); é composta de princípios (amor, caridade, respeito ao próximo, fé, ...); tem rituais (abertura e encerramento das sessões, pontos cantados, feituras, ....); tem elementos místicos ( a forma de atuação dos Orixás e Guias); elementos divinatórios ( jogo de búzios, ... ); e, de elementos Humanos ( seus médiuns, Babás, Babalorixás, Sacerdotes, ...).

Cabe salientar que esses elementos são variáveis e podem ser vistos com mais ou menos intensidade de acordo com a linha doutrinária da casa ( Linhas doutrinárias ou Escolas Doutrinárias existentes na Umbanda). Como são muitas as ramificações e suas formas, isso torna difícil agrupá-las em suas peculiariedades, ritos, doutrina, fundamentos, filosofia, práticas. Pretendemos olhar de maneira geral os elementos mais comuns a cada ramificação dentro do possível.

A Umbanda é uma religião de cunho espiritualista (contato e/ou interferência de espíritos, manipulações magísticas, práticas de cura através dos espíritos e/ou ervas/poções/conjuros, utilização de elementos ou instrumentos místicos), é

mediúnica (instrumento pelo qual a prática religiosa se faz presente,

especificamente, a incorporação) que agrega elementos de bases africanas (culto aos Orixás e ao espírito dos antepassados: Pretos-Velhos), indígenas (Caboclos), que recebeu influência oriental (indiana, inerente à reencarnação, o kharma e o dharma), e adquiriu elementos do cristianismo (judaísmo) como a caridade, o auxilio ao próximo e outros ditos por Jesus Cristo que no sincretismo religioso (associação dos Santos Católicos aos Orixás africanos) consideramos como o Orixá Oxalá. Também recebeu influências do Espiritismo, existindo ramificações que se baseiam nos escritos de Kardec sem serem, por isso, considerados autenticamente espíritas, livros doutrinários, como sendo seus livros de aconselhamento e doutrina.

Referências

Africanas, Indígenas, Européias e Indianas. A Umbanda é uma junção de elementos Africanos (Orixás e culto aos antepassados), Indígenas (culto aos antepassados e elementos da natureza), Brancos (o europeu que trouxe seus Santos e a doutrina cristã que foram siscretizados pelos Negros Africanos) e de uma doutrina Indiana de reencarnação, Kharma e Dharma, associada a concepção de espírito empregada nas três Raças que se fundiram (Negro, Branco e Índio).

A Umbanda prega a existência pacífica e o respeito ao ser humano, a natureza e a Deus. Respeitando todas as manifestações de fé, independentes da religião.

A máxima dentro da Umbanda é "Dê de graça, o que de graça recebestes: com amor, humildade, caridade e fé".


Pisando as Areias Sagradas

A Umbanda, como qualquer outra religião, possui alguns fundamentos que deveriam ser observados por todos os seus adeptos e simpatizantes mas, infelizmente, por falta de

 conhecimento, conveniência, modernidade, etc, vem aos poucos caindo em desuso em nossos Terreiros. Um destes fundamentos é o chamado descalçamento, ou seja, o ato de retirar os calçados afim de adentrar ao local sagrado onde encontra-se o Pegi, afim de passar pela consulta com as Entidades ali manifestadas em seus médiuns.

O "Rito do Descalçamento", ou o descalçar os pés ao aproximar-se de um lugar santo tem o prestígio da antiguidade e universalidade ao seu favor. É conhecidíssima a passagem bíblica onde o Altíssimo fala a Moisés através da sarça ardente, mandando tirar as sandálias dos pés visto que o lugar em que estava pisando era terra santa. Alguns autores acreditam que é dessa ordem que as nações orientais derivaram o costume de executar todos os seus atos de culto religioso com os pés descalços, porém é muito provável que esta cerimônia estivesse em uso muito tempo antes da circunstância da sarça ardente, e que o legislador judaico a reconhecesse como sinal de reverência. Somos, particularmente, da opinião que tal costume foi derivado dos antigos patriarcas e transmitido por tradição oral às gerações seguintes. A direção de Pitágoras aos seus discípulos, por exemplo, era expressa nas seguintes palavras: "Oferece sacrifícios e adora com os teus pés descalços". Os muçulmanos, ao irem executar suas devoções, sempre deixam suas sandálias à porta da mesquita. Os Druidas tinham o mesmo costume ao celebrarem seus ritos sagrados; assim como os antigos peruanos deixavam sempre seus sapatos à porta ao entrarem no magnífico Templo consagrada à adoração ao sol. Tal hábito, portanto, é um símbolo de reverência. Significa, na linguagem do simbolismo, que o lugar a que se vai aproximar desse modo humilde e reverente é consagrado a algum objetivo santo. A área reservada ao Pegi - este Sanctum Sanctorum do Templo Umbandista, onde são inculcadas as solentes verdades da vida, da morte e da imortalidade - o adepto, assim como o consulente, ao entrar deve purificar seu coração de toda contaminação e lembrar-se, como o devido sentimento de sua aplicação prática, dessas palavra que outrora caíram sobre os ouvidos do antigo patriarca judeu: "Tira as sandálias dos pés, porque o lugar em que estás é terra santa". Isto quer dizer que não devemos levar para dentro do lugar sagrado as imundícies do mundo exterior, especialmente aquelas que podem ser carregadas por nossos calçados, maculando assim a sacralidade do lugar. Devemos ter em mente que tal ato, além de uma questão de respeito ao Terreiro, deve ser considerado como medida de higiene. Outro aspecto que devemos considerar é a questão energética, visto que o corpo em contato direto com o solo cria um ponto onde as energias negativas são descarregadas, funcionando como uma espécie de "fio-terra". Portanto, da próxima vez que participar de uma gira, não se esqueça de colocar em prática este costume tão antigo, respeitoso e benéfico a todos os participantes. Fonte: Ouvindo as vozes de Aruanda


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[oxalá] oxalá meu pai tem pena de nós tem dó....mp3

Que o Sagrado Orixá Ogum nos abençoe hoje e Sempre.

Patacori Ogum! Ogunhe!

Oração a São Jorge - Narração Pedro Bial.mp3

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