Centro Pai João de Angola

ESPIRITUALIDADE E CONSCIÊNCIA

Espiritualidade é um estado de consciência; não é doutrina, não!
É o que se leva dentro do coração.
É o discernimento em ação!
É o amor em profusão.
É a luz nas idéias e equilíbrio na senda.

É o valor consciencial da alegria na jornada.
É a valorização da vida e de todos os aprendizados.
É mais do que só viver; é sentir a vida que pulsa em todas as coisas.
É respeitar a si mesmo, para respeitar o próximo e a natureza.
É ter a plena noção de que nada acaba na morte do corpo, pois a consciência segue além,algures, na eternidade...
É saber disso - com certeza -, e não apenas crer nisso.
É viver isso - com clareza -, sem fraquejar na senda.
É ser um presente, para si mesmo, para os outros e para a própria vida.
Espiritualidade é brilho nos olhos e luz nas mãos.
E isso não depende dessa ou daquela doutrina; depende apenas do próprio despertar espiritual; depende do discernimento consciencial se unir aos sentimentos legais, no equilíbrio das próprias energias, nos atos da vida.
Ah, espiritualidade é qualidade perene; não se perde nem se ganha; apenas é!
É valor interno, que descerra o olhar para o infinito... para além dos sentidos convencionais. É janela espiritual que se abre, dentro de si mesmo, para ver a luz que está em tudo!
Espiritualidade é essa maravilha: o encontro consigo mesmo, em paz.
Espiritualidade é ser feliz, mesmo que ninguém entenda por quê.
É quando você se alegra, só pelo fato de estar vivo!
É quando o seu chacra do coração se abre igual a uma rosa, e você se sente possuído por um amor que não é condicionado a coisa alguma, mas que ama tudo.
É quando você nem sabe explicar porque ama; só sabe que ama.
Espiritualidade não depende de estar na Terra ou no Espaço; de estar solteiro ou casado; de pertencer a esse ou aquele lugar; ou de crer nisso ou naquilo.
É valor de consciência, alcançado por esforço próprio e faz o viver se tornar sadio.
Espiritualidade é apenas isso: SER FELIZ!
Ou, como ensinavam os sábios celtas de outrora: SER UM PRESENTE!
paz e Luz.


Wagner Borges
Fonte: STUM - Somos Todos UM

O TERREIRO, O UMBANDISTA E SUA ÉTICA O umbandista possui uma casa que lhe serve de unidade de trabalho e aconchego de sua própria alma.

Esta casa é chamada carinhosamente de terreiro. O terreiro umbandista é o reflexo da qualidade inerente a toda e qualquer prática umbandista, ou seja, a humildade.

A nenhum terreiro umbandista é dado o direito de ostentar a luxuosidade, de transparecer a soberba e tampouco a demonstrar a avareza.

O terreiro de Umbanda deve ser limpo, deve ser harmonioso e deve refletir, em sua estrutura e em seu trabalho mediúnico, o íntimo daquela comunidade religiosa, o íntimo daquela corrente mediúnica.

Fazemos aquilo que nosso trabalho caritativo nos permite fazer para manter as instalações de nossos templos condizentes com a nossa ética e com a grandeza de nosso trabalho.

O terreiro umbandista goza dos mesmos direitos e obrigações que qualquer outro templo religioso possui, seja uma igreja católica ou uma mesquita muçulmana.

É composto por uma comunidade religiosa organizada nos ditames de uma instituição basilar de nossa sociedade, a família.

Os médiuns da corrente são os filhos de santo e seus dirigentes espirituais sãos seus pais e suas mães de santo.

Os cuidados com os filhos de santo não são diferentes com os cuidados que um pai e uma mãe tem com seus filhos carnais.

Os laços estabelecidos em uma corrente mediúnica são os laços de uma verdadeira irmandade. São conceitos que devem estar no coração de cada umbandista.

Caso contrário, o templo de Deus, o terreiro de Olorum estará edificado em base movediça e cairá a qualquer momento. Sem base sólida não há estrutura que se mantenha em pé, seja esta estrutura um ser vivo ou uma edificação de areia e pedras. Esta casa de santo, o terreiro, recebe a comunidade de seu entorno de forma regular para que, incorporados ou não, seus médiuns prestem o atendimento caritativo necessário e obrigatório impostos pela Lei de Umbanda.

Disse o nosso herói fundador, o Caboclo das Sete Encruzilhadas, que a Umbanda é a manifestação do espírito para a prática da caridade.

Caridade esta que é prestada aos necessitados sem nenhuma distinção e sem cobrança de ordem monetária. Aqui está o fundamento que traz a razão de existir da religião Umbanda, o atendimento aos necessitados, pois aquilo que recebeste gratuitamente da espiritualidade gratuitamente será dado àqueles que a espiritualidade lhes encaminhar.

Eis a razão da Umbanda. Eis a razão das Linhas de Trabalho de Umbanda existirem. Diga-me com quem anda e eu te direi quem és. Se você anda ao lado de um umbandista encontrará estes deveres e estas seguintes qualidades.

O umbandista é um religioso por sua própria definição. Deve adorar a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a si mesmo, pois, a Umbanda, possui a tradição e ética cristã como assim possui o nosso país.

O umbandista deve preservar a morada primária dos Orixás com todas as suas forças. De nada nos serve um rio poluído. Nenhuma força espiritual possui uma cachoeira depredada. De nada nos serve um planeta sem verde, um planeta sem matas, um planeta sem florestas.

O umbandista deve preservar a fauna e a flora. Não teria sentido ser de outra forma. Não há razão para agirmos de forma diferente.

A conduta do umbandista deve ser sincera, honesta e desprovida de preconceitos, pois do preconceito de uma mesa kardecista surgiu a nossa religião.

Devemos seguir a máxima umbandista que diz: “A todos os espíritos acolheremos. Com aqueles que sabem mais aprenderemos e aqueles que sabem menos serão ensinados”. A retidão de conduta, a manutenção de seu nome e a honradez de seu terreiro devem ser preservados por meio das atitudes dos médiuns e de seus dirigentes espirituais.

Todos possuímos defeitos e sabemos que perfeitos nunca fomos.

Se fossemos perfeitos não estaríamos aqui aprendendo com aqueles que sabem mais e ensinando aqueles que sabem menos.

O umbandista deve preservar as tradições de sua própria religião e de sua escola de Umbanda. Deve respeitar a hierarquia de seu terreiro e de sua raiz umbandista.

A ordem gera condições para que a humanidade progrida. O umbandista deve ser um exemplo para sua comunidade religiosa e para a comunidade de seu entorno.

O umbandista deve ser um agente motivador da espiritualidade de seus semelhantes espelhando a valentia e honradez do caboclo, a sabedoria do preto velho e a alegria harmoniosa da criança.

O umbandista, seja ele sacerdote ou filho de santo, ao cumprir com seus deveres estará praticando a verdadeira e legítima Umbanda, um caminho que leva à retidão e a transformação da alma.

Um caminho que nos leva a Deus em sua plenitude.

Texto por Fernando Alves Ty Ogun

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Salve as 7 linhas da Umbanda.

Salve Oxossi e as Linhas de caboclo

Salve a Mãe dágua , rainha do mar