Centro Pai João de Angola

Como ler, escutar ou observar e saber se aquilo é certo?

Sempre que nos deparamos com a literatura umbandista, ou mesmo a espiritualista em geral, ficamos com aquela pergunta: será que isso é

 verdade? será que é assim mesmo?
Como falei na última postagem (Umbanda uma religião que é puro AMOR) não são poucos os livros, artigos e sites, infelizmente, que trazem informações muitas vezes equivocadas (ao meu humilde ver). Assim separar o que é bom e o que não é deve ser tarefa de todos os médiuns e simpatizantes que queiram se aprofundar no universo espiritualista.
Diante disto, e diante das sempre solicitações de indicações de livros, resolvi repassar como eu faço quando leio.
Primeiro descubro se a literatura se trata de uma obra de autoria própria ou se é psicografada. Se de literatura própria, em geral, é objeto de estudos, o autor trará conclusões e interpretações de outros autores, de obras psicografadas, etc. Desta forma podemos ir até a fonte do autor e tirarmos nossas conclusões. Quando se trata de obra psicografada ou intuída ou inspirada a primeira coisa que faço é saber para quem vão os direitos autorais. Afinal quem escreveu o livro foi um espírito, e como nós não aceitamos a comercialização da faculdade mediúnica, quando descubro que não há a indicação no livro para onde vai o dinheiro dos direitos autorais, já fico com um pé atrás. Quando a obra afirma que os direitos autorais vão para o Centro X, a obra de caridade Y, ou semelhante, acredito ser um excelente passo, mas ainda assim não o único.
De qualquer forma ler só trará para nós mais conhecimento e instigará nossa mente a entender e a pensar sobre o mundo dos espíritos e sua relação conosco.
Independente se a obra é psicografada, leio com um olhar crítico, seja o escritor espírito desencarnado ou encarnado, não podemos atribuir aquela escrita como verdadeira. Assim devemos ler nos questionando, procurando entender o por quê, se aquilo faz sentido, como o autor chegou àquela conclusão, e com isso ir anotando as dúvidas para que em outros livros ou em conversas com outros médiuns, e com o Pai-de-Santo, possamos fazer a verificação das informações que ficaram duvidosas em nossa cabeça. Pesquisar mais, até estarmos convencidos daquilo.
Sempre devemos questionar, buscar a fundo as informações para que uma mentira, ou um equívoco, uma falha do autor não crie raízes em nossa mente. Nós só deixaremos criar raízes quando aceitamos como verdadeira aquela informação.
Da mesma forma tudo que escrevo aqui ou no site deve seguir o mesmo processo. De onde ele tirou isto? por que é assim? e se fosse de outro jeito? Não sem razão abrimos um espaço de perguntas no site para tentarmos sempre deixar tudo o mais claro possível.
Desta forma sempre consolidaremos o nosso conhecimento com certezas quase inabaláveis, e assim a nossa fé terá um pilar que a segura e a sustenta cada vez mais sólido e firme.
Tem uma frase, uma afirmação, que me acompanha há quase 20 anos, e não canso de repetir, e com certeza é um resumo perfeito do que escrevi aqui:
" Antes recusar 10 (dez) verdades do que aceitar 1 (uma) mentira"

Boa leitura a todos! Saravá!

 

EXÚ ORIXÁ E EXÚ CATIÇO Antes de qualquer coisa é preciso saber a diferença entre o Orixá Exu e o Exu catiço, da Umbanda. A palavra Exu, que significa “Esfera”, remete aos cultos africanos e ao Orixá de mesmo nome. Como bem sabemos, por diversos fatores históricos,

houve no Brasil um processo chamado sincretismo.

No entanto, com o Orixá Exu houve, ainda dentro do sincretismo, um processo de Demonização.

Sendo Exu a Divindade ligada à fertilidade, à sexualidade e à virilidade – inclusive carregando, em suas representações, um cetro em forma de falo – e tendo uma personalidade um tanto rebelde, como nos contam as Itans (lendas africanas dos Orixás), não tardou para que fosse associado ao demônio bíblico/católico.

Assim, desde o princípio, Exu foi temido, e provavelmente gostou disso, levando-se em conta seu caráter irreverente. Apesar da confusão em torno da natureza de Exu, não podemos esquecer e nem desprezar sua importância dentro do panteão africano e de seu funcionamento, já que ele atua como “mensageiro” ou “intermediário” entre os homens e os Orixás.

Nos cultos de Umbanda também encontramos Exu, porém não na figura de um Orixá, e sim de um espírito catiço, um desencarnado, que viveu em Terra e procura, através do trabalho na espiritualidade, alcançar o progresso moral. Também associado a figuras demoníacas, o Exu da Umbanda é um valoroso trabalhador, que indiferente a essas interpretações calcadas em visões preconceituosas, segue perseverante no cumprimento de sua tarefa.

O papel do Exu numa gira de Umbanda é de fundamental importância, realizando a segurança do terreiro – imaginem quantos kiumbas (espíritos trevosos e zombeteiros) atacariam uma tenda de Umbanda a fim de atrapalhar seus trabalhos, se não fosse a presença dos Exus, trancando a sua passagem.

Em casos de descarregos, também são os Exus os principais agentes, pois cabe a eles a tarefa de encaminhar cada espírito, seja um pobre sofredor desorientado, ou um perigoso obsessor ao seu local de merecimento e/ou tratamento.

Exu também é o agente da justiça kármica, sendo sua tarefa levar a cada um o que lhe é de direito ou merecimento – por isso também a confusão em torno de seu caráter, já que ao coração humano é muito fácil aceitar o que é agradável, mas muito difícil entender que os revezes da vida muitas vezes são resultado de nossas próprias ações. Ao contrário daquilo que falam sobre eles, os Exu são fiéis amigos, sempre dispostos a ajudar seus protegidos, mas também exigindo uma conduta deles, pois são extremamente rigorosos. De uma forma bastante simplificada, podemos entender o Exu como uma mistura entre o carteiro e o gari, pois ele traz aquilo que deve ser entregue e varre aquilo que deve ser levado. O Exu é o equilíbrio da Terra.

Fonte Ilê Alaketu Asé Odé Lanã

Agradecemos sua visita Volte sempre....

Os textos apresentados na sua maioria foram retirados , da internet. Esse é um espaço onde colocamos diversos pensamentos e o nosso principal objetivo é a divulgação da nossa Umbanda. Quando algum texto for de autoria do Centro Pai João de angola, o responsável será indicado; da mesma forma que fazemos com outros autores que não têm vínculos com a nossa casa... Comunicado Importante: Este é um Site totalmente gratuito, sem fim comercial ou lucrativo. Algumas imagens e informações provêm de outros sites na internet. Caso você seja o detentor do Copyright de qualquer uma delas, e deseje que ela seja retirada, por favor, é só nos mandar uma mensagem citando o nome e a localização para sua remoção imediata. Não temos o objetivo de nos apropriar de informações alheias tomando-as como nossa, pelo contrário, sempre que possível, colocaremos o nome do autor abaixo do título para deixar bem claro que a intenção é de divulgar a Umbanda através de textos bem elaborados e esclarecedores. Saiba que o Centro Pai João de Angola está isento de qualquer responsabilidade.


tenho tranca-rua pra me defender.mp3