Centro Pai João de Angola

Boiadeiros na Umbanda - Origens, oferendas e assentamento

"Seu Boiadeiro, olha que linda boiada,
Mas ele é seu Boiadeiro minha gente!
Ele é nosso camarada!"


São espíritos que incorporam como caboclos, mestiços e vaqueiros. Grandes mestres juremeiros, muitos com conhecimento de magia da nação Banto, Congo e Angola, talvez alguns Tata J'inkinsi desencarnados. No candomblé de caboclo tive a oportunidade de participar de festas de caboclos onde se canta a jurema, e podemos curiar da bebida sagrada. Este culto assim como o dos caboclos e o culto à malandragem na Umbanda, possui semelhanças com o catimbó e a jurema. Os boiadeiros vêm brincar, cantar, rir, dançar, curar e aconselhar os fiéis, diferente da incorporação em boa parte das Umbandas antigas onde esta entidade se apresenta séria e de poucas palavras. A maior parte dos boiadeiros gostam de cigarros de palha, cigarros sem filtro e charuto. A bebida que a maioria de nós conhece é a meladinha (cachaça com mel ou melado de cana), já estive em casas que ofereciam leite, vinho, caldo de cana e etc. As oferendas aos caboclos boiadeiros podem ser : Frutas Rapaduras e amendoim torrado. Abóbora cozida com farofa de torresmos. Aipim cozido com carne seca desfiada por cima. feijão branco com linguiça, bacon, toucinho. Uma farofa de carne seca com alho, cebola, linguiça, feijão de corda. Carne de boi com feijão tropeiro, feijão de corda ou feijão cavalo. Feijão de corda refogado no dendê com cebola e alho. Cozido de abóbora com linguiça, bacon, toucinho, maxixe, carne seca... Pé-de-moleque, pedaços de cana e rapaduras. Churrasco. Alguns nomes mais conhecidos são: Boiadeiro Navizala Boiadeiro da Jurema Boiadeiro Menino Boiadeiro do Sertão Boiadeiro da campina Boiadeiro do lajedo Boiadeiro da senzala Boiadeiro sete laços Boiadeiro Riachão Boiadeiro João Mineiro Boiadeiro laçador Boiadeiro Zé Mineiro Boiadeiro Chapéu de couro Boiadeiro Chapéu de palha Boiadeiro do Ingá Boiadeiro do rio Boiadeiro da estrada Boiadeiro das sete encruzilhadas Boiadeira Jussara Boiadeira Zeferina Boiadeiro Capineiro Boiadeiro Chapadão Boiadeiro da serra Boiadeiro Venâncio Boiadeiro das almas Elementos que podem ser usados para o assentamento ou imantação do seu caboclo boiadeiro: Cabaça, alguidar, vaso de planta, panela de ferro ou panela de barro. Ervas: tabaco, cana-de-açúcar e café. Erva da jurema Uma Ferradura usada Otá Estrela de cinco pontas (Símbolo da vitalidade, e da Umbanda) Um imã de ferradura Rabo de cavalo Chifres de boi Tira de couro (ou guia de couro) Laço ou corda de cisal Dois olhos de boi Sete metais (Ouro, prata, cobre, estanho chumbo, ferro, latão) O ponto riscado em ferro, madeira, ou riscado em pemba para soprar por cima do assentamento. Moedas Fava divina Vinho Caldo de cana Orobô (pacto com ancestrais) Se for plantar o caboclo, utilizar Barro vermelho ou barro branco, deixando os elementos por três dias no banho das ervas imantando no tempo, colocar o barro terra, ervas picadas, colocar os elementos tampar com o barro temperado com caldo de cana quinado com as ervas e os pós, a ferradura pode ir enterrada ou em cima com a planta que pode ser um pé de jurema, a árvore do pilar de magia ou um cactos sem espinho. Fazer oferenda em cima do vaso de planta, nos pés da planta. Se ficar grande pode enfeitá-lo com ojás e fitas em dias de festas. Se for esconder em algum lugar colocar tudo dentro do chifre de boi e tampar com a Argila branca temperada com caldo de cana, ervas e cêra de abelha derretida. Caso não tenha assentamento dentro do seu ritual, encomende uma imagem com o fundo aberto, lave os elementos com o sumo de ervas preparado no caldo de cana, coloque tudo dentro da imagem e feche. Lave a imagem com o mesmo sumo. O otá não é bom ficar dentro da imagem preso. é bom estar numa plantinha, livre em contato direto com a vida e o tempo. Na necessidade de sacrifício animal, bater com caldo de cana, vinho moscatel e erva da jurema. Deixe sua intuição fluir, e monte sua firmeza para seu camarada Boiadeiro, Coloque berrantes, laços, Couraça, Moringas, cabaças, esporas... Com certeza ele se fará presente, a cada dia mais. Morrumbá Xêtu! Jetruê!


Os Boiadeiros na Umbanda São espíritos de pessoas, que em vida trabalharam com o gado, em fazendas por todo o Brasil, estas entidades trabalham da mesma forma que os Caboclos nas sessões de Umbanda. Usam de canções antigas, que expressam o trabalho com o gado e a vida simples das fazendas, nos ensinando a força que o trabalho tem e passando, como ensinamento, que o principal elemento da sua magia é a força de vontade, fazendo assim que consigamos uma vida melhor e farta. Nos seus trabalhos usam de velas, pontos riscados e rezas fortes para todos os fins. O Caboclo Boiadeiro traz o seu sangue quente do sertão, e o cheiro de carne queimada pelo sol das grandes caminhadas sempre tocando seu berrante para guiar o seu gado. Normalmente, eles fazem duas festas por ano, uma no inicio e outra no meio do ano. Eles são logo reconhecidos pela forma diferente de dançar, tem uma coreografia intricada de passos rápidos e ágeis, que mais parece um dançarino mímico, lidando bravamente com os bois. Seu dia é quinta feira, gosta de bebida forte como por exemplo cachaça com mel de abelha, que eles chamam de meladinha, mas também bebem vinho. Fumam cigarro, cigarro de palha e charutos. Seu prato preferido é carne de boi com feijão tropeiro, feito com feijão de corda ou feijão cavalo. Boiadeiro também gosta muito de abóbora com farofa de torresmo. Em oferendas é sempre bom colocar um pedaço de fumo de rolo e cigarro de palha. No Terreiro os Boiadeiros vêm "descendo em seus aparelhos" como estivessem laçando seu gado, dançando, bradando, enfim, criando seu ambiente de trabalho e vibração. Com seus chicotes e laços vão quebrando as energias negativas e descarregando os médiuns, o terreiro e as pessoas da assistência.Os fortalecendo dentro da mediunidade, abrindo as portas para a entrada dos outros guias e tornando-se grandes protetores, assim como os Exus. Quando o médium é mulher, freqüentemente, a entidade pede para que seja colocado um pano de cor, bem apertado, cobrindo o formato os seios. Estes panos acabam, por vezes, como um identificador da entidade, e até da sua linha mais forte de atuação, pela sua cor ou composição de cores. Alguns usam chapéus de boiadeiro, laços, jalecos de couro, calças de bombachas, e tem alguns, que até tocam berrantes em seus trabalhos. Nomes de alguns boiadeiros: Boiadeiro da Jurema, Boiadeiro do Lajedo, Boiadeiro do Rio, Carreiro, Boiadeiro do Ingá, Boiadeiro Navizala, Boiadeiro José, Boiadeiro de Imbaúba, João Boiadeiro, Boiadeiro Chapéu de Couro, Boiadeiro Juremá, Zé Mineiro, Boiadeiro do Chapadão, etc. Sua saudação: “Jetruá Boiadeiro”, “Xetro Marrumbaxêtro” Os Boiadeiros são entidades que representam a natureza desbravadora, romântica, simples e persistente do homem do sertão, "o caboclo sertanejo". São os Vaqueiros, Boiadeiros, Laçadores, Peões, Tocadores de Viola. O mestiço Brasileiro, filho de branco com índio, índio com negro e assim vai. Os Boiadeiros representam a própria essência da miscigenação do povo brasileiro: nossos costumes, crendices, superstições e fé. Ao amanhecer o dia, o Boiadeiro arrumava seu cavalo e levava seu gado para o pasto, somente voltava com o cair da tarde, trazendo o gado de volta para o curral. Nas caminhadas tocava seu berrante e sua viola cantando sempre uma modinha para sua amada, que ficava na janela do sobrado, pois os grandes donos das fazendas não permitiam a mistura de empregados com a patroa. É tal e qual se poderia presenciar do homem rude do campo. Durante o dia debaixo do calor intenso do sol ele segue, tocando a boiada, marcando seu gados e território. À noite ao voltar para casa, o churrasco com os amigos e a família, um bom papo, ponteado por um gole de aguardente e um bom palheiro, e nas festas muita alegria, nas danças e comemorações. Sofreram preconceitos, como os "sem raça", sem definição de sua origem. Ganhando a terra do sertão com seu trabalho e luta, mas respeitando a natureza e aprendendo, um pouco com o índio: suas ervas, plantas e curas; e um pouco do negro: seus Orixás, mirongas e feitiços; e um pouco do branco: sua religião (posteriormente misturada com a do índio e a do negro) e sua língua, entre outras coisas. Dá mesma maneira que os Pretos-Velhos representam a humildade, os Boiadeiros representam a força de vontade, a liberdade e a determinação que existe no homem do campo e a sua necessidade de conviver com a natureza e os animais, sempre de maneira simples, mas com uma força e fé muito grande. O caboclo boiadeiro está ligado com a imagem do peão boiadeiro - habilidoso, valente e de muita força física. Vem sempre gritando e agitando os braços como se possuísse na mão, um laço para laçar um novilho. Sua dança simboliza o peão sobre o cavalo a andar nas pastagens. Enquanto os "caboclos índios" são quase sempre sisudos e de poucas palavras, é possível encontrar alguns boiadeiros sorridentes e conversadores. Os Boiadeiros vêm dentro da linha de Oxossi. Mas também são regidos por Iansã, tendo recebido da mesma a autoridade de conduzir os eguns da mesma forma que conduziam sua boiada quando encarnados. Levam cada boi (espírito) para seu destino, e trazem os bois que se desgarram (obsessores, quiumbas, etc.) de volta ao caminho do resto da boiada (o caminho do bem). Os Caboclos são entidades fortes, viris. Alguns têm algumas dificuldades de se expressar em nossa língua, sendo normalmente auxiliados pelos cambonos. São sérios, mas gostam de festas e fartura. Gostam de música, cantam toadas que falam em seus bois e suas andanças por essas terras de meu Deus. Os Boiadeiros também são conhecidos como "Encantados",pois segundo algumas lendas, eles não teriam morrido para se espiritualizarem, mas sim se encantados e transformados em entidades especiais. Os Boiadeiros também apresentam bastante diversidade de manifestações. Boiadeiro menino, Boiadeiro da Campina, Boiadeiro Bugre e muitos outros tipos de Boiadeiros, sendo que alguns até trabalham muito próximos aos Exus. Suas cantigas normalmente são muito alegres, tocadas num ritmo gostoso e vibrante. São grandes trabalhadores, e defendem a todos das influências negativas com muita garra e força espiritual. Possuem enorme poder espiritual e grande autoridade sobre os espíritos menos evoluídos, sendo tais espíritos subjugados por eles com muita facilidade. Sabem que a prática da caridade os levará a evolução, trabalham incorporados na Umbanda, Quimbanda e Candomblé. Fazem parte da linha de caboclos, mais na verdade são bem diferentes em suas funções. Formam uma linha mais recente de espíritos, pois já viveram mais com a modernidade do que os caboclos, que foram povos primitivos. Esses espíritos já conviveram em sua ultima encarnação com a invenção da roda, do ferro, das armas de fogo e com a prática da magia na terra. Saber que boiadeiros conheceram e utilizaram essas invenções nos ajuda muito para diferenciarmos dos caboclos. São rudes nas suas incorporações, com gestos velozes e pouco harmoniosos. Sua maior finalidade não é a consulta como os Pretos-velhos, nem os passes e muito menos as receitas de remédios como os caboclos, e sim o "dispersar de energia" aderida a corpos, paredes e objetos. É de extrema importância essa função pois enquanto os outros guias podem se preocupar com o teor das consultas e dos passes, existe essa linha "sempre" atenta a qualquer alteração de energia local (entrada de espíritos). Quando bradam alto e rápido, com tom de ordem, estão na verdade ordenando a espíritos que entraram no local a se retirar, assim "limpam" o ambiente para que a prática da caridade continue sem alterações. Esses espíritos atendem aos boiadeiros pela demonstração de coragem que os mesmos lhes passam e são levados por eles para locais próprios de doutrina. Em grande parte, o trabalho dos Boiadeiros ''e no descarrego e no preparo dos médiuns. Os fortalecendo dentro da mediunidade, abrindo a portas para a entrada dos outros guias e tornando- se grandes protetores, como os Exus. Outra grande função de um boiadeiro é manter a disciplina das pessoas dentro de um terreiro, sejam elas médiuns da casa ou consulentes. Costumam proteger demais seus médiuns nas situações perigosas. São verdadeiros conselheiros e castigam quem prejudica um médium que ele goste. "Gostar" para um boiadeiro é ver no seu médium coragem, lealdade e honestidade, aí sim é considerado por ele "filho". Pois ser filho de boiadeiro não é só tê-lo na coroa. Trabalham também para Orixás, mais mesmo assim, não mudam sua finalidade de trabalho e são muito parecidos na sua forma de incorporar e falar, ou seja, um boiadeiro que trabalhe para Ogum é praticamente igual a um que trabalhe para Xangô, apenas cumprem ordens de Orixás diferentes, não absorvendo no entanto as características deles. Dentro dessa linha a diversidade encontra-se na idade dos boiadeiros. Existem boiadeiros mais velhos, outros mais novos, e costumam dizer que pertencem a locais diferentes, como regiões, por exemplo: Nordeste, Sul, Centro-Oeste, etc. Os Boiadeiros representam a própria essência da miscigenação do povo brasileiro: nossos costumes, crendices, superstições e fé. Jetruá Boiadeiro... Saravá Seu Boiadeiro. Em grande parte, o trabalho dos Boiadeiros ''e no descarrego e no preparo dos médiuns. Os fortalecendo dentro da mediunidade, abrindo a portas para a entrada dos outros guias e tornando- se grandes protetores, como os Exus. Outra grande função de um boiadeiro é manter a disciplina das pessoas dentro de um terreiro, sejam elas médiuns da casa ou consulentes. Costumam proteger demais seus médiuns nas situações perigosas. São verdadeiros conselheiros e castigam quem prejudica um médium que ele goste. "Gostar" para um boiadeiro é ver no seu médium coragem, lealdade e honestidade, aí sim é considerado por ele "filho". Pois ser filho de boiadeiro não é só tê-lo na coroa. Trabalham também para Orixás, mais mesmo assim, não mudam sua finalidade de trabalho e são muito parecidos na sua forma de incorporar e falar, ou seja, um boiadeiro que trabalhe para Ogum é praticamente igual a um que trabalhe para Xangô, apenas cumprem ordens de Orixás diferentes, não absorvendo no entanto as características deles. Dentro dessa linha a diversidade encontra-se na idade dos boiadeiros. Existem boiadeiros mais velhos, outros mais novos, e costumam dizer que pertencem a locais diferentes, como regiões, por exemplo: Nordeste, Sul, Centro-Oeste, etc... Os Boiadeiros representam a própria essência da miscigenação do povo brasileiro: nossos costumes, crendices, superstições e fé. Jetruá Boiadeiro... Saravá Boiadeiro.


Pontos Cantados de Boiadeiros

 PONTOS DE BOIADEIROS

1- PONTO DE BOIADEIRO


Seu boiadeiro por aqui choveu
Seu boiadeiro por aqui choveu
Choveu que água rolou
Foi tanta água que seu boi nadou
Foi tanta água que seu boi bebeu
Seu boiadeiro
Foi tanta água que seu boi nadou


2-
Mas ele veio pelo rio de contas
Vem caminhando pela aquela rua
Olha que beleza
Seu boiadeiro no clarão da lua

3-
Boa noite meus senhores
Boa noite meus senhores
Daí licença para um cavaleiro
Daí-me licença para um cavaleiro
Eu moro em mata serrada
Eu moro em mata serrada
O meu nome é caboclo vaqueiro
Boa noite meus senhores
Boa noite meus senhores
Daí licença para um cavaleiro
Daí-me licença para um cavaleiro
Deus nos salve casa santa
Deus nos salve casa santa
Onde Deus fez a morada
Onde Deus fez a morada
Boa noite meus senhores
Boa noite meus senhores
Daí licença para um cavaleiro
Daí-me licença para um cavaleiro
Onde mora os cálices bento
Onde mora os cálices bento
E a hóstia consagrada
E a hóstia consagrada

4-
Cadê minha corda
De lança meu boi
O meu boi fugiu
Eu não sei pra onde foi

5-
Toma lá vaqueiro
Toma jaleco de couro
Toma jaleco de couro
Na porteira do curral

6-
Na minha boiada me falta boi
Oi me falta um ou me falta dois
Na minha boiada me falta boi
Oi me falta dois ou me falta três

7-
Tava longe, tava longe
Tava longe dessa terra
Tava longe, tava longe
Tava longe tava em guerra

8-
Zai, zai, zai boa noite meus senhores
Zai, zai, zai boa noite e venham cá
Zai, zai, zai eu me chamo boiadeiro
Zai, zai, zai não nego meu natural

9-
Oh lá nas matas
Lá da Jurema
Oh lá nas matas
Lá da Jurema
É uma lei severa
É uma lei sem pena

10-
Em cima do meu lajedo
Eu bebi água no gravata
Sou boiadeiro
Eu bebi água no gravata
Sou gentileiro
Eu bebi água no gravata

11-
De manha cedo na capela bate o sino
Seu boiadeiro veio aqui para rezar
Trabalhador não tem noite não tem hora
Galo canto ta pronto pra trabalhar

12-
A menina do sobrado
Mandou me chamar, pois sou criado
Eu mandei dizer a ela
Estou vaquejando o meu gado
Olô boiadeiro
Eu gosto do samba arrochado

13-
Folha por folha
Na mangueira tem
Minha guiada
E, e, a

14-
Abalei minha roseira
Para tirar do caminho
Na aldeia de boiadeiro
Não se pisa em espinho

15-
São sete anos
São sete noites
Que eu andava na juremeira

16-
Com meu chapéu de couro
Com Deus abençoado
Ao chegar peço licença
Pra entrar no seu reinado

17-
Pedrinha miudinha
Pedrinha de Aruanda eh
Lajedo tão grande
Tão grande de Aruanda eh

18-
Oh meu lajedo é muito grande
De pedrinha miúda
De pedrinha miúda
Oh de pedrinha graúda

19-
Estrela Dalva é minha guia
Que ilumina sem para
Ilumina a mata virgem
Cidade do jurema

20-
De lá vem vindo
De lá vem só
De lá trazendo
As forças maior

21-
E lá no mato
Tem um boiadeiro
Ele é bonito e formoso
Como o raio do sol

22-
E como vai camarada
Eu vou indo
Eu venho aqui
Na tocada do sino

23-
A abelha que faz o meu
Também faz o são cura
Caboclo pega a sua flecha
Não deixa outro toma
E, e, e, e,
Guerreiro joga as flechas para o ar

24-
Mais um adeus
Aleluia adeus
Vou pra jurema
Quem vai se embora sou eu
Eu já vou, já vou
Eu já vou pra lá
Tupã pai me chama
Eu já vou a retirar

25-
E quem vem lá
É dois dois de ouro
Quem vem lá boiadeiro sou eu
A cancela do meio bateu
Sou eu, boiadeiro sou eu
Boiadeiro, boiadeiro
Sua boiada esparramada
Boiadeiro chama seu guia
E vai ver sua boiada

26-
Sou brasileiro, sou brasileiro
Sou brasileiro imperador
Sou brasileiro
O que, que eu sou
Eu sou brasileiro
Brasileiro imperador
Eu sou brasileiro
Brasileiro o que, que eu sou

27-
Oh lapa
Oh lapa de bom Jesus
Oh lapa terra sagrada
Boiadeiro é que nos conduz

28-
Sinhazinha já me vou
Galo cantou na serra
Salvei ioiô
Salvei sinhá
Bate o dia estrada a fora
Peço a Ogum pra me ajudar

29-
Água no pé da gruta
Na gruta da santa cruz
Seu boiadeiro é hora, é hora
Sua guiada é de Jesus

30-
To no caminho
Boiadeiro toca o sino
Ele é menino
Mais já sabe trabalha
Seu moço toca a guiada
Seu boiadeiro bom Jesus do Maria

31-
E com o laço de couro fino
Capote de pele quente
Seu vaquejada já ta saindo
Sua boiada partiu na frente

32-
Bóia boiadeiro
Boiadeiro bóia
Se eu contar minha vida
Boiadeiro chora
 
33-
Cadê seu boiadeiro
Aonde ele ta
Ele ta fechando o corpo
Para trabalha
Range muito gado
Cura muita gente
Ele é Zé boiadeiro
Que cabra valente

34-
É hora, é hora
Galo cantou é hora é hora
Seu boiadeiro já vai embora
Com Deus e nossa Senhora

35-
E boi, e boi, e boi
Eu vou buscar meu laço
Eu perdi minha boiada
Na virada do compasso
Eu fui boiadeiro
Eu fui sim sinhô
Mais perdi tudo o que eu tinha
Por causa de um grande amor

36-
Não toque nesse boi
Que esse boi é cruzado
Ele é de boiadeiro
Caboclo valente de peito afiado
Se você precisar
Boiadeiro esta aqui
Mais não toque no boi
Que a ponta da chibata pode lhe ferir

37-
Salve boiadeiro
Salve a boiada
Salve a virgem Maria
Salve esta morada
Salve a luz Divina
Um rei lá na chapada
Salve a Santa Cruz
Salve a virgem Imaculada


38-

Ele é caboclo ele é Flecheiro
Bumba na calunga
É caçador de feiticeiro
Bumba na calunga
ele vai firma seu ponto
Bumba na calunga
Oi firma aqui e lá na Angola
Bumba na calunga

39-

Sou boiadeiro da serra
Eu vim buscar minha boiada (bis)
Na mão direita meu laço
Na esquerda minha guiada
Não deixo meu boi fugir
Eu vou cantando na estrada
Laia laia lalauê (bis)

40-

Seu boiadeiro olha que linda boiada (bis)
Está faltando um, está faltando um,
Pra completar a boiada (bis)
Ô ô ô ô ô ô ô ô ô ô ô (bis)
Lá vem seu boiadeiro
Tocando a sua boiada (bis)

41-

Chetruê, Chetruá
Minha corda é de laçar
Chetruê, Chetruá
Meu boi fugiu mandei buscar
42-

Vem, boiadeiro vem, gira seu laço na mão,
Seu boiadeiro toca boi, toca boiada,
De dia de madrugada ele é o rei lá do sertão,
Chapéu de couro, ele toca seu berrante,
Ele faz sua zuada nas bandas do Chapadão, seu boiadeiro

43-

Na instância de boiadeiro,
Eu bebi água de gravatá. (bis)
Eu bebi água de gravatá,
Seu boiadeiro,
Eu bebi água de gravatá. (bis)

44-

Bandeira Branca trago do Pai Forte,
Trago no peito uma Estrela brilhante,
Deus lhe salve tua Casa Santa.
E salve tua espada de guerreiro
Estrela D’Alva quem guiou meus passos,
Foi quem me trouxe neste terreiro,

45-

Atravessei o mar o mar à nado
Por cima de dois barris eu vinha ver a Juremeira
E os caboclos do Brasil

46-

Eu vim de Minas trazendo minha boiada,
Na beira da estrada eu parei pra descansar,
Boiadeiro, ê, boiadeiro há
Boiada boa como a de Minas não há.

47-

Ele é carreiro da Estação da Leopoldina,
Vinha carreando boi lá pro estado de Minas
48-

Quem samba fica quem não samba vai embora
Eu vou chamar seu boiadeiro que vai começar o samba agora...

49-

Boiadeiro joga o laço pra laçar seu Boi Tatá,
Se o cavalo é puro-sangue, o cavaleiro nem se fala...
Chetruê, chetruá

50-

Eu tenho meu chapéu de couro
Eu tenho a minha guiada
Eu tenho o meu lenço vermelho
para tocar a minha vaquejada

51-

Cadê seu Boiadeiro aonde ele tá,
Ele tá fechando o corpo
Para trabalhar
Tange muito gado, cura muita gente
Ele é João Mineiro que cabra valente.



Atabaque e Ogã Pode ser tocado com as mãos ou ainda com baquetas / varinhas especiais feitas de galhos de goiabeiras ou araçazeiros. Seu nome tem origem árabe at-tabaq que significa prato. É feito com a madeira da gameleira. Na madeira o axé de Xangô, nos aros de metal a força de Ogum e Exu e na pele de origem animal a influência de Oxossi. Run – é o maior atabaque com som grave. Run significa rugido. Rumpí – é o intermediário com som mediano. Run significa rugido e pi imediatamente. Lé – é o menor atabaque e tem o som mais agudo. Lé significa pequeno. O Run é responsável pelo solo musical. Os outros Rumpí e Lé dão suporte e manutenção do ritmo, assim como repiques e variações. Não devem ser tocados por pessoas não preparadas para esse fim pois poderia acarretar uma quebra de energias existentes no instrumento ou ainda na transmissão de vibrações que não seriam benéficas à pessoa despreparada. Não é qualquer um que pode ser Ogã. Os Ogãs possuem a capacidade de ativar energias, devem ser conhecedores de rezas e fundamentos de cada Orixá, além de saber a hora certa de entoar cada canto e toque, de acordo com a necessidade do trabalho. Ogã Alabê (ou Ogã de Sala) é o comandante dos Ogãs, responsável direto pelos atabaques e instrumentos auxiliares dentro da casa. Tem o dever de ensinar os Ogãs mais novos os toques e cânticos apropriados a cada sessão. Em ioruba e em alguns lugares, a função de Ogã Alabê é dividida entre Otun-Alabê (ogã mais velho e com mais conhecimento) e Ossi Alabê (mais jovem). O alabê deve conhecer a maga dos pontos cantados além dos toques corretos. Normalmente os alabês possuem a facilidade de receber intuitivamente várias cantigas que deverão ser adotadas dentro das necessidades dos trabalhos espirituais. Ogã Calofé está abaixo do Alabê e também deve conhecer os toques, cânticos e instrumentos auxiliares. Os calofés fazem a marcação rítmica adequada a todos os cânticos ritualísticos. Ogã Berê – ogã em fase de iniciação e aprendizado. Ogãs auxiliares – os que tocam outros instrumentos que acompanham os atabaques. Ogãs de Canto ou curimbeiro – responsável pelos cantos do terreiro. Não necessariamente precisa tocar um instrumento. Ogã honorífico – é uma pessoa que não está iniciando, não participa do dia a dia da casa mas tem sua importância na sociedade. Ogã Axogum – só em candomblé pois é o ogã mão de faca, o que faz a matança dos bichos. O mais importante é o ogã ter amor, dedicação e buscar sempre o conhecimento. Ogã tem mediunidade. O que lhe difere da maioria dos médiuns é que a mediunidade se manifesta através do “Dom Musical”. Mediunidade de Lucidez Artística Musicista, age em especial nas mãos e braços em ogãs de couro ou nas pregas vocais em ogãs de canto. Quando preparadas pelas entidades estas regiões são irradiadas e iluminadas pelas forças astrais. Como qualquer médium, veio com uma missão predeterminadas pelas forças superiores. Todo ogã tem obrigação de cuidar de e buscar o aprimoramento de seu dom. Seu desenvolvimento e crescimento mediúnico dependerão exclusivamente de si próprio, pela disciplina, força de vontade, fé e respeito para com as obrigações. Os Ogãs também podem manifestar mais de um tipo de mediunidade. Ekédis são as mulheres que cuidam do terreiro e tudo relacionado aos orixás. Na umbanda, de certa forma, é natural encontramos ogãs que além do dom musical possuem a mediunidade de incorporação. É importante salientar que quando começam a sés, devem a irradiação de seus guias devem pedir autorização para deixar o atabaque e incorporar , prevenindo assim problemas na sessão. Outros tipos de mediunidade também podem se desenvolver como vidência, cura, intuição etc. o mais importante é cumprir o seu dever com amor no coração. Que os ogãs levantem suas mãos aos céus e agradeçam a zambi pelo dom divino que tem, pois é através de suas mãos e canto que os sons sagrados fluem na aruanda dos orixás. Dentro da casa, o ogã deve dar o bom exemplo disciplinar. Deve estar concentrado naquilo que faz, evitando conversas alheias aos trabalhos realizados. O respeito as entidades é primordial. Quando uma delas estiver passando uma mensagem aos membros da casa, os atabaques devem ser silenciados de modo que se facilite a compreensão de todos. Pontos de louvação são cantados os orixás e guias. Pontos de saudação para homenagear o conga, a religião, ogãs. Pontos de firmeza solicitam as energias do astral superior,. Pontos de descarrego são os pontos de defumação Pontos de chamada para evocação das entidades. Pontos de demanda são para quebrar demandas e cargas negativas na casa Pontos de sotaque são como um alerta de que alguém mal intencionado encarnado ou não, está na casa. Esse tipo de ponto de forma indireta, deixa claro que a pessoa deve se retirar no local. Pontos cruzados irradiam energias de duas ou mais linhas ao mesmo tempo. Pontos de subida para as entidades que estão indo embora. Pontos de encerramento são cantados no final da sessão. Pontos especiais para visitar uma casa, agradecer uma visita. Amaci – banho de infusão de ervas, serve para quebrar e energizar a coroa dos médiuns. Toques da umbanda mais comuns : ijexá, cabula, barra vento, congo de ouro, samba de caboclo, samba de roda, maquelele. Os ogãs obrigam-se a aprender o maior número possível de ritmos., facilitando a harmonização entre canto e toque. Um bom conselho é o treinamento ou seja, ensaio habitual entre aqueles que fazem parte da curimba da casa. Quando não estão sendo empregados nos cultos, os tambores devem estar cobertos pelo Dossel de Oxalá pois é quem traz as energias divinas representativas de Oxalá. O ato de cobrí-los é um sinal de respeito aos instrumentos de maior vibração do terreiro. Ao término dos trabalhos, os instrumentos voltam a ser cobertos. Esta firmeza é simples e deve ser feita pelo alabê ou por outro ogã autorizado ou ainda pelo dirigente espiritual. O ‘;único material utilizado é um defumador em tablete ou incenso. Defumam-se os atabaques saudando em cada um seu orixá correspondente. O incenso é colocado embaixo do atabaque, reza-se um pai nosso e uma ave Maria,. Para trazer mais força e vibração aos ogãs, mãos e couro do atabaque, no final da sessão o ogã deve levantar seu atabaque em frente ao altar para Oxalá solicitando que a carga seja levada para o fundo do mar de Iemanjá. Depois, colocam-se os atabaques no lugar, coloca-se pemba nas mãos e no couro deixando até a próxima sessão. Para energizar as mãos, coloca-las sobre o altar com as palmas pra cima, firmando a cabeça e pedindo que Oxalá ilumine a você e a sua mediunidade. Água benta nos couros para limpeza, isso é da Umbanda, ou lavar o couro com água do mar para quebrar as forças negativas. Muitas vezes o atabaque funciona como um para raios, atraindo forças que certamente atrapalhariam o terreiro e apesar de toda preparação, firmeza e proteção que neles possa existir, ainda assim seus operadores poderão sofrer certas influências. Por isso as guias são utilizadas também pelos ogãs. As cores da guia de um ogã correspondem as cores dos orixás da casa. Por exemplo : Iansã, Oxalá e Oxossi : miçangas vermelhas, brancas e verdes. Na umbanda, a guia de exu não deve ser colocada passando pela cabeça e sim pelos pés, de baixo pra cima, pois somente os orixás tomam conta da coroa do médium. Demanda é a ação contra algo ou alguém. Devemos tomar o máximo de cuidado pois a inveja e o mau olhado são males tão nocivos que podem exercer uma ação muito mais eficaz que qualquer feitiçaria ou influência de espíritos vingativos e obsessores. E onde entram os ogãs nesse ponto ? pó serem sacerdotes eles precisam adquirir diversos conhecimentos porém muitos deles os aproveitam não só para se defender das forças negativas mas também para ativa-las. Um tocador mal intencionado é capaz de derrubar uma casa, de formar tamanha confusão (quizila) dentro de um terreiro que certas vezes consegue fazer com que alguns velas tombem.os tambores são tão capazes de chamar as entidades de luz quanto os espíritos mais atrasados.l tudo depende da forma como ele toca o couro e sua vontade também. É aí que os Ogãs da casa quando forem firmes no pensamento, preparados e protegidos pois aqueles que fazem sua segurança, atuam contra esse serviço sujo. Daí vem a importância da firmeza nas obrigações, das proteções de uma boa intuição dos mãos de couro da casa. Quando o atabaque esta bem vibrado pelas forças dos orixás normalmente quem se dá mal é quem esta querendo demandar pois as energias recaem sobre ele. É a famosa lei do retorno que no caso é imediata. Adquirir conhecimento é fundamental pra todos em especial o ogã. Porem saber direcionar esse conhecimento em prol do amor e da caridade atuando contra o mal é o grande objetivo da umbanda. Na umbanda, uma mulher tem total condições para ser uma atabaqueira. Se considerarmos que os Ogãs tem um dom divino, uma faculdade mediunica musical, esta não vem com gênero mas sim com espírito e este por ter origem na essência divina não tem sexo.

Autor: Desconhecido



A Pemba

Umbanda tem no uso da pemba um dos seus recursos mágicos e ela pode ser usada de várias formas, tais como: Para riscar pontos cabalísticos; Para cruzar os filhos de fé; Para pós-purificadores; Para limparem pessoas; Para cruzarem imagens ou outros objetos; Para assentamentos; Pemba significa e é um elemento mágico mineral. A confecção das pembas acontece desta forma: um mineral, tipo calcário (um gesso) branco é moído e coado, depois é moldado em formas ovais que lhe dão uma forma de fácil manuseio e de boa resistência, não sendo muito duro nem muito mole. A pemba ideal é aquela que risca facilmente sem esfarelar-se. Os guias espirituais gostam de riscar pontos cabalísticos quando vão trabalhar. Cada um com seu próprio ponto, raramente repetido por outros guias, ainda que alguns símbolos, signos e ondas sejam comuns. Porém sempre vemos diferenças entre os pontos de guias pertencentes a uma mesma linha ou corrente de trabalho espiritual. As pembas podem ser consagradas ou não, tudo depende da orientação dos guias espirituais. Uma Consagração Simples, pode ser feita por todos os médiuns e se processa dessa forma: Risca-se um círculo, firmam-se sete velas coloridas sobre ele e uma vela branca no centro. Colocam-se as pembas brancas ou coloridas (menos a de cor preta) dentro dele. Evoca-se Deus e os sagrados orixás, pedindo-lhes irradiação sobre aquele círculo e a imantação das suas vibrações divinas sob as pembas ali colocadas. E que as consagrem para serem usadas segundo as necessidades dos guias e dos médiuns (para riscarem pontos, cruzarem pessoas, fazerem pós-específicos, tornando-as condensadoras e anuladoras de energias negativas, etc). Após a queima das velas, devem ser recolhidas as pembas já consagradas pelos sagrados orixás e guardadas em uma caixa ou serem envolvidas em tecidos com suas respectivas cores, só voltando a manuseá-las em caso de uso. Esta forma de consagração é a mais simples de ser feita. Sendo realizada dentro do congá ou na casa do médium, em um local adequado. Uma Consagração Específica, também existe e processa-se de uma forma diferente, pois é feita nos campos vibratórios que devem ter a cor da irradiação na qual trabalham os guias. Faz-se uma oferenda ritual ao guia espiritual no campo da sua irradiação principal, (mata, pedreira, cachoeira, cemitério, mar, etc.) e deposita-se dentro dela – cercada por velas na cor da pemba – a(s) pemba(s) que se deseja consagrar. Após isso feito, o médium deve incorporar o seu guia (da direita ou da esquerda) e um cambone deve dar-lhe a que ele pedir, com as pembas a serem consagradas. Os guias espirituais têm “mãos de pemba” as imantarão e concentrarão nelas as vibrações de todas as irradiações divinas nas quais foram iniciados e de cujas vibrações retiram símbolos, signos e ondas que escrevem nos seus pontos. Após o guia consagrá-la(s), o cambone deve colocá-la dentro do círculo da oferenda e deixá-la em imantação até que o guia desincorpore e o médium agradeça aos orixás e ao seu guia por consagrarem a(s) sua(s) pemba(s). Após os agradecimentos, o médium deve envolver a(s) sua(s) pemba(s) em tecido da mesma cor e guardá-la, só voltando a manuseá-la se for riscar algum ponto cabalístico. O local ideal no congá para guardar as pembas consagradas desta forma é atrás das imagens dos orixás e guias (se nos seus altares tiverem-nas) ou em um compartimento dele, oculto dos frequentadores do seu centro. No caso de serem membros de um centro, devem guardá-las em suas casas, porém mantê-las encobertas e acondicionadas em uma caixa fechada e fora do alcance dos seus familiares.

por Rubens Saraceni

Corrijam-se não maneira de tratar as pessoas com palavras que a fazem se colocarem para baixo.
Somos semeadores do bem.
Quando um esta em desajuste ajudemos no amor e fraternidade.
Sejamos prudentes com colocações de palavras sem sentido e xingamentos.
Sejam luzeiros no momento que estas pessoas estão no escuro.

Vovô Jerônimo


A essência de ser Umbandista

Ser umbandista é ajudar sem olhar a quem; Ser umbandista é cultivar a caridade em primeiro lugar; Ser umbandista é acreditar que o mundo há de melhorar, mesmo com todas as circunstâncias dizendo que não: Ser umbandista é dizer não a qualquer tipo de preconceito e ignorância; Ser umbandista é respeitar e acreditar nas forças da natureza e cultiva-las; Ser umbandista é levar paz por onde passar; Ser umbandista é acreditar em Deus e confiar na vossa infinita bondade; Ser umbandista é cumprir a missão que lhe foi confiada; Ser umbandista é ter fé nas forças de cada orixá e saber que podemos contar com eles para cumprir nossas missões. SALVE A UMBANDA!!!!!! sabedoria de preto velho.


É o que negâ veia fala sempre Oxalá não dá mais nem dá menos.
Ele sabe o que você consegue ou não carregar.
Então porque o medo meu filho?
Quando seu fardo estiver muito pesado seus orixás te ajudam a carregar.

Vovó Antônia de Angola.

Centro Pai joão de Angola

Dona Maria Redonda nos fez um relato sobre a origem de seu nome.

Nossa querida preta velha nos contou que, ao contrário do que todos acham, ela não era gorda, e sim alta e magra. Seu apelido vem de outra característica, ou melhor, de uma história.

Dona Maria Redonda era a parteira do grupo no qual vivia, e também a pessoa encarregada de cuidar dos filhos dos escravos enquanto eles estavam na lida. Passou sua vida criando estas crianças, e por ter esta responsabilidade foi poupada dos trabalhos escravos impostos aos negros na época.

Por ter que cuidar de muitas crianças, costumava colocá-las em um círculo para conversar e brincar com elas.

Certa vez, na intenção de dar-lhes esperança diante do que elas e seus pais estavam vivendo, Dona Maria Redonda disse às crianças:

Filhos, peguem nos seus calcanhares, vejam como eles são redondos! Peguem em suas cabeças, elas também são redondas! Nossas barrigas, e até nossas bundas são redondas!!" - e as crianças deram risada.

Olhem para o céu, o sol e a lua são redondos! Até mesmo os portugueses estão dizendo que esta Terra onde vivemos é redonda. Veja o que comemos, quase tudo é redondo. Agora, vejam, as argolas que escravizam a nós e aos pais de vocês também são redondas, mas estas com certeza vão se desmanchar, pois são as únicas que não foram criadas por nosso pai Oxalá!.

Com estas palavras, Dona Maria Redonda afagava os corações das crianças.Agora sabemos de onde vem tanta doçura, e porque é tão bom deitar em seu colo e receber seu agrado!

Perguntamos a ela se havia se casado, se tinha tido uma família.

Disse que as crianças eram sua família, assim como todos com quem vivia eram como seus irmãos. Os negros escravos tinham um sentido de irmandade muito diferente do que temos hoje. Tinham uma sentimento de fraternidade, eram todos irmãos, unidos por sua condição, independente de serem parentes de sangue ou não.

Dona Maria Redonda nos contou também que ela estava encarnada quando a Abolição da Escravatura finalmente aconteceu. Sobre isso comentou:

Filha, tive a sorte de viver para ver este dia. Mas, na verdade, a gente nem sabia o que fazer com a liberdade...

Salve nossa doce e querida Maria Redonda !!

Adriana e Robert, cambones da Mãe Lucilia Guimarães - Terreiro do Pai Maneco, Curitiba, na festa dos Pretos Velhos

Passe na Umbanda

Entendendo o Passe na Umbanda.

O passe é um dos métodos utilizados, principalmente nos centros espíritas, para o alívio ou cura dos sofrimentos das pessoas. Quando ministrado com fé, o passe é capaz de produzir verdadeiros prodígios. Têm como objetivo o reequilíbrio do corpo físico e espiritual. Porém, o seu efeito também dependerá do receptor do passe (assistente). É necessário que o “paciente assistido” esteja em sintonia com a espiritualidade presente, permanecendo em constante concentração e prece, mantendo bons pensamentos e vibrações.
Há três tipos específicos de passe: o Passe Magnético, quando aplicado pelo indivíduo encarnado; o Passe Espiritual, que realizado pela ação dos espíritos desencarnados; e o Passe Misto, onde os fluidos do médium se misturam com os da Espiritualidade. Essa última modalidade é a mais utilizada nos terreiros de Umbanda, onde os médiuns atuam incorporados com seus Caboclos, Pretos Velhos, Ibejadas e outras entidades para trabalhar no passe.
Um fator característico do passe na Umbanda é que, na maioria dos terreiros, as entidades utilizam de outros elementos magísticos que auxiliam na aplicação do passe. É o caso, por exemplo, de vermos alguns Caboclos que fumam charutos, Pretos Velhos com seus cachimbos, Ibejadas com doces, etc.
Porém, nada disso é à toa. A entidade não chega simplesmente para fumar o charuto, ou o cachimbo. O fumo tem um elemento mágico que atua no etéreo e elimina larvas astrais que servem de parasitas espirituais no irmão necessitado de ajuda.
Dentro de um terreiro, o assistente fica na esfera fluídica da Casa, guardado por seus sentinelas e sob as suas firmezas. Mas, para ser bem sucedido, o passe depende muito, também, da pessoa que está recebendo as vibrações.
Os cuidados também são necessários, tanto da parte do médium quanto do assistente. O médium precisa manter uma boa relação com as suas entidades, e compreender delas a necessidade de seus elementos na aplicação do passe.
O assistente também deve fazer a sua parte, mantendo-se sempre em boa sintonia com o terreiro, buscando estar em prece, mantendo bons pensamentos, e acima de tudo, não deve pensar que o passe será a solução imediata para todos os seus problemas.
Além disso, para percebermos os resultados dos passes é necessário que haja o entendimento do trabalho realizado, a boa vontade de quem doa e o merecimento de quem recebe os fluidos.

Motumbá irmãos!

Agradecemos sua visita Volte sempre....

   Ponto de Boiadeiro.

seu boiadeiro por aqui choveu } bis
água rolou
foi tanta água que meu boi nadou }bis

Qual a missão dos Boiadeiros na Umbanda?

Nos trabalhos de Umbanda os guias espirituais costumam chamar seus médiuns de cavalos, justamente para explicar que o espírito não “entra” no corpo da pessoa, mas apenas encosta nela. Ou como dizem os boiadeiros: “monta nela”… O espírito comanda os movimentos dessa pessoa como se estivesse atrelado a ela e, por isso, o médium atua como um cavalo. Já o Exu chama o trabalhador de burro, brincando com o fato de o médium ser teimoso como um! A função da falange dos boiadeiros num grupo espiritual é a de organizar os eguns (almas penadas) e de limpar a aura dos participantes do passe. Eles também são muito bons em trabalhar com animais desencarnados, encaminhando-os para as Colônias Espirituais de refazimento. Como o boiadeiro é um espírito compenetrado, que trabalha na chuva e no sol, para cumprir sua meta; ao morrer é recrutado para prosseguir trabalhando, pois sua lealdade e dedicação são reconhecidas pelos Chefes de Falange. Os boiadeiros normalmente servem às Linhas de Ogun e de Oxóssi ou de Ogun Rompe Mato (São Jorge, São Sebatião e Santo Expedito, respectivamente). Justamente pela semelhança com os centuriões romanos que foram santificados e que montavam seus cavalos para irem às batalhas. A saudação aos boiadeiros é: “Xetro Marrumbaxetro, Xetro ah!” ou “Minaketo Navizala!” O boiadeiro gosta de fumegar seu cigarro de palha ou seu charuto e de beber sua bebida, com os quais faz a limpeza no ambiente e nos médiuns da casa; mas sem se embebedar ou prejudicar o médium que o incorpora. Quem tem um boiadeiro nunca fica desamparado no dia a dia, pois este atua continuamente na proteção de seu assistido e de sua casa. Os boiadeiros podem ter sido em vida: vaqueiros, condutores de gado, peões ou capatazes, auxiliares de rodeio, entre outros; e entendem perfeitamente sobre a lida no campo, nas fazendas e nos currais. Por isso, auxiliam com habilidade aqueles que trabalham junto à natureza.

bbb1.mp3


Oração de Boiadeiro Chetúa.

Meu amigo Boiadeiro! Tu que guia teu gado pelas porteiras dos caminhosde Ogum, que passa por rios, sob Sol e chuva com seu berrante aanunciar tu chegada, com teu chicote em punho, hábil com o laço e nãodeixa demanda criar ajuda-me nesta hora, abra as porteiras de meuscaminhos, traga no teu laço aqueles que me querem mal, que na suachibata haja justiça de minha causa. Que eu encontre em meus caminhos a solução pros meus pedidos.



De lá vem vindo, De lá vem só, De lá vem vindo As força maior. (2x) De lá vem vindo, Boiadeiro, De lá vem só, De lá trazendo As força maior. (2x)
2 De lá do mato, Vem um boiadeiro, (2x) Ele é bonito e formoso Como um raio de Sol. (5x)
3 Oh, quem vem lá? Sou eu! (3x) (2x) Boiadeiro eu sou! Seu Boiadeiro, Seu Boiadeiro, Sua Boiada É respeitada! (2x)
4 Salve Seu Terreiro, Boiadeiro! Salve o seu Congá! (2x) Arreia Seu cavalo Boiadeiro E venha trabalhar! (2x) E, e ê...Boiadeiro... E, e á... Arreia Seu cavalo Boiadeiro E venha trabalhar! (2x)
Trabalho 5 Seu boiadeiro por aqui choveu, (2x) Choveu que abarrotou, Foi tanta água Que seu Boi nadou.(2x) Na minha boiada ainda me faltam bois, Oi, me falta um, ou me faltam dois, Na minha boiada me faltam bois, Oi, me faltam dois, Ou me faltam três. Na minha boiada me faltam bois. (2x)
6 Boiadeiro é meu, É meu amigo leal. (2x) Mas Boiadeiro é catimbó, É meu amigo leal. Boiadeiro é Catimbó É meu amigo leal.
7 Seu nome é Tião Boiadeiro, Toca a boiada pelo Sertão, Na fé de Oxalá ele vai Tocando a boiada por esse mundão.
8 Mas ele veio pelo rio de contas, vem caminhando por aquela rua, (2x) Olha que beleza! Seu boiadeiro no clarão da lua. (2x)
9 Sou Boiadeiro da serra, Eu vim buscar minha boiada. (2x) Na mão direita meu laço, Na esquerda minha guiada. Não deixo o meu boi fugir, Eu vou cantando na estrada. Laiá-laiá-lalauê Lauê-lauê-lalaiá. (2x)
10 Boa noite meus senhores, Boa noite, venham cá! Eu me chamo boiadeiro, Aqui e em qualquer lugar. Boa noite Meus Senhores, Boa noite, venham cá. Eu me chamo boiadeiro, Não nego meu "naturá". (2x)
11 Não toque nesse boi, Esse boi é cruzado. Ele é de boiadeiro Caboclo valente de couro afiado. (2x) Se você precisar Boiadeiro está aqui, Mas não toque no boi A ponta da chibata pode te ferir.
12 Salve Boiadeiro, Salve a Boiada, Salve a Virgem Maria, Salve esta morada. (2x) Salve a luz divina, Um Rei lá na chapada. Salve a Santa Cruz, Salve a Virgem Imaculada. (2x)
13 Ele é caboclo, Ele é guerreiro, Laçador de gado bravo Quando chega no terreiro, Lá ele faz o seu reinado. Vaqueiro lá do sertão trabalha de noite e dia, Chapéu de couro na mão, É o rei da valentia. Com seu berrante de lado, Vai o valente vaqueiro.
14 Mandei laçar meu boi para te vender Mas se você não me pagar, Eu dou ele pra você (2x) Esse boi é meu, esse boi é meu Você diz que é seu Quem foi que lhe deu (2x) Se meu boi fugir Vou mandar buscar Quero meu boi agora Neste canzuá. (2x)
15 Eh, Boiadeiro! Eh, Boiadeiro! (2x) Então do céu, A voz de Deus falou. (2x) Um cavalo, uma viola, No céu, a Lua, muito vento, A chuva com você, Boiadeiro vem. E hoje, no terreiro, Abençoa os filhos de Umbanda. Velho sábio, verdadeiro, Em nome de Oxalá Nosso Senhor. (2x)
16 Ai vem Seu Boiadeiro, Com o Seu chapéu de couro E o seu laço na mão. Boiadeiro é, Meu amigo, meu irmão! (2x) Boiadeiro é um Caboclo Que nasceu lá no sertão, Boiadeiro laça o boi, Com amor no coração. Boiadeiro é, Meu amigo, meu irmão! (2x)
17 Pela estrada onde Ele anda, Lá pra banda do sertão, Seu laço vence demanda, Seu chapéu a solidão. Em cima do seu cavalo Vai tocando sua boiada, Seu berrante é forte o brado, Rompendo o amado gado. Ele é um vaqueiro cismado Ele é seu boiadeiro. Eh, Boiadeiro! Eh, Boiadeiro!
18 Cadê Seu Boiadeiro, Aonde ele ta? Ele ta fechando o corpo Para trabalhar. (2x) Tange muito gado, Cura muita gente, Ele é ( . . . ) Que cabra valente!
19 Água no pé da gruta, Na gruta da Santa Cruz. Seu Boiadeiro é hora, é hora, Sua guiada é de Jesus.
20 Abalei minha roseira Para tirar do caminho. (2x) Na aldeia de Boiadeiro, Não se pisa em espinho. (2x)
21 O meu sertão é alto, Arueira! Eu avisto o mar, Arueira! E seu Boiadeiro, Arueira! Filho de Gangazumbá, Arueira! (2x) O meu sertão é alto, Arueira! Eu avisto o mar, Arueira! Ele é Boiadeiro, Arueira! Filho de Gangazumbá, Arueira! O meu sertão é alto, Arueira! De gangazumbá! E Seu Tião Boiadeiro, Arueira! Filho de Gangazumbá, Arueira!
22 Cadê minha corda De laçar meu boi. O meu boi fugiu E eu não sei ande foi. (2x)
Abre a cerca peste, que eu quero passar, Quero ver meu gado, Aonde ele está! (2x) Getruê, Getruá, A minha corda é de laçar Getruê, Getruá, Aonde for eu vou buscar. (2x)
23 Ai, patrão mas eu também sei carrear, (2x) Com ajuda de boi preto, Outra ajuda de Boi Tatá, Boto canga no boi preto e vou puxar canavial.
24 Eu tenho o meu chapéu de couro, Eu tenho a minha guiada. Eu tenho meu lenço vermelho, Para tocar minha vaquejada. (2x)
25 Boiadeiro jogue o laço, Não deixe o boi escapar. Este laço tem mironga, esse boi não vai quebrar. (2x) Boiadeiro tem mironga! (4x) Boiadeiro tem mironga! (4x) Com o meu punhal de prata, Risquei meu ponto no chão. Para pegar touro bravo, Tenho uma oração. (2x) Boiadeiro tem mironga! (4x) Boiadeiro tem mironga! (4x)
26 Vem, Boiadeiro, vem, Gira o seu laço na mão. (2x) Seu boiadeiro, Toca boi, toca boiada, De dia, de madrugada, Ele é o Rei lá do sertão. Chapéu de couro, Ele toca seu berrante. Ele faz sua zuada Nas bandas do chapadão. Seu Boiadeiro...
27 Pedrinha miudinha, Pedrinha na Aruanda ê. Lajedo tão grande, Tão grande na Aruanda, ê. (2x) O lajedo é muito grande Tem pedrinha miúda, De pedrinha miúda Ou de pedrinha graúda. (2x)
Despedida 28 Boiadeiro vai embora, Pro sertão tocar boiada. Boiadeiro vai embora, Laça o boi e pega a estrada.
29 É hora, é hora, O galo cantou, É hora, é hora. (2x) Seu Boiadeiro já vai embora, Com Deus e Nossa Senhora. (2x)


GIRA

- Conjunto dos médiuns que estão trabalhando no Terreiro, trabalhos(correr a gira) comunicação entre espíritos, caminhos que o espírito faz entre dimensões para saber o que está acontecendo. Comunicação entre falanges

Julgar o passado


Só quem constrói o futuro tem o direito de julgar o passado Em geral, quem constrói o futuro está muito ocupado para julgar o passado. Desde pequenos, quando recebemos notas na escola, nos acostumamos com avaliações e julgamentos. Ao julgarmos o passado - de uma época ou de uma pessoa -, sentimos a falsa segurança de ter fechado uma porta. Ao mesmo tempo, todo julgamento esconde o orgulho de quem se considera dono da verdade. Também revela grande insegurança. De sua posição inatingível, aquele que julga se comporta como soberano e crítico das ações alheias. Como a vida é um caminho para a frente, é muito mais produtivo construir o que vai acontecer do que analisar o que já passou, como nos diz Nietzsche. Além disso, as pessoas que agem estão livres de preocupações, que normalmente ocupam a cabeça das que não se movem. Podemos observar o mundo de duas maneiras: virando a cabeça para trás ou prestando atenção no que temos à nossa frente. E você? Que caminho prefere?


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  • Fazer o bem sem ver a quem
  • Os Médiuns são Parceiros
  • Fumos e Bebidas
  • Fundamentação Doutrinária
  • GUIAS E COLARES
  • Hierarquia na Casa de Umbanda
  • Humildade
  • Jogaram uma carga pesada pra cima de mim
  • O maior inimigo da Umbanda
  • Mediunidade na Umbanda
  • Mediunidade um passo de cada vez
  • Mensagem do Caboclo Sete Flechas
  • MIRONGA DE PRETO VELHO
  • Não abandone seu posto de serviço
  • Normas dos Terreiros
  • Nossos Umbigos
  • Linha de Esquerda Exu e ´Pomba-Gira
  • O pequeno universo do umbandista
  • O Perdão Não tem Contra-indicação
  • O Templo Que Vos Acolhe
  • obrigações na umbanda
  • OBRIGADO VOVÔ
  • ORAÇÃO DO UMBANDISTA
  • Orixá de Cabeça
  • Os Caboclos na Lição de Pai João
  • Os Orixás se Manifestam em Nós e Através de Nós
  • Oração de Ogum Xoroquê
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